Em audiência pública, Carla Zambelli afirma que passaporte sanitário segrega a população

Em audiência pública, Carla Zambelli afirma que passaporte sanitário segrega a população

A deputada federal Carla Zambelli participou da audiência pública realizada nesta terça-feira (07) na Comissão de Seguridade Social e Família para debater o PL 1158/21, de autoria do deputado Geninho Zuliani, que institui o Passaporte Sanitário da Covid-19.

Contrária à matéria, a parlamentar manifestou-se pedindo aos demais deputados que atuem para que a proposta não seja aprovada. Ela reforça que “já ficou provado que o passaporte sanitário não impede a contaminação das pessoas. O ministro da Saúde se vacinou, mas pegou COVID-19. Mesmo assim, ele podia transitar em restaurantes e continuar contaminando. A suposta tranquilidade é nula”.

Carla Zambelli pontuou que é favorável à vacina “daqueles que queiram se vacinar. Não podemos impedir que as pessoas se vacinem e nem que deixem de se vacinar”.

A deputada afirmou que a obrigatoriedade do passaporte é segregacionista. “Não podemos ter uma segregação e impedir as pessoas de se locomoverem dentro do território nacional por não terem passaporte, se não estivermos em um Estado de Sítio”, disse.

A audiência pública foi requerida pela deputada Chris Tonietto, que também é contrária ao passaporte.

Contra a ditadura sanitária

Zambelli é autora do PL 3752/2021, que proíbe a imposição de sanções ou quaisquer outras medidas que obriguem a submissão à vacinação, ainda que em caráter indireto. A proposta também impede o bloqueio de atividades consideradas essenciais ou acesso e frequência a qualquer local público se não houver atestado de vacinação, considerando a atitude atentatória à dignidade humana.

Se aprovado, o texto considerará discriminatória a exigência de qualquer comprovante de vacinação como condição para o desempenho de funções em emprego público ou privado.

A matéria tramita na Comissão de Seguridade Social e Família apensada ao PL 4966/2020, também de Carla Zambelli, e que torna crime funcionário público do Poder Executivo federal, estadual ou municipal obrigar alguém a se submeter, com risco de vida, a tratamento médico, vacinação, ou a intervenção cirúrgica, com previsão de pena de reclusão, de um a cinco anos, se o fato não constitui crime mais grave.

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