Oposição de Bolsonaro vê desmobilização das ruas e ato no 15 de novembro fracassa

Oposição de Bolsonaro vê desmobilização das ruas e ato no 15 de novembro fracassa

A oposição a Jair Bolsonaro desistiu de sair às ruas contra o presidente no feriado da Proclamação da República, na próxima segunda-feira (15), e começou a admitir o fim do ciclo de grandes marchas. Líderes de movimentos sociais e de partidos, no entanto, rejeitam a avaliação de fracasso, defendem o legado das manifestações ocorridas desde maio e projetam a retomada das ações de maior impacto para 2022.

O retorno das passeatas críticas a Bolsonaro até o momento será no próximo sábado (20), Dia da Consciência Negra. Atos de entidades da causa antirracista vão incorporar a bandeira contrária ao governo, sob o mote “fora, Bolsonaro racista”, em esforço para garantir o protagonismo do combate ao preconceito.

Articuladora de seis manifestações no Brasil e no exterior ao longo do ano, a Campanha Nacional Fora Bolsonaro —fórum de organizações e partidos sobretudo à esquerda— evita tratar o 20 de novembro como sua sétima mobilização e diz estar se somando à iniciativa dos coletivos negros.

“Fazendo uma avaliação realista, as possibilidades de impeachment neste momento são muito remotas”, diz Raimundo Bonfim, da CMP (Central de Movimentos Populares), ligada ao PT e uma das principais agitadoras. Para ele, a blindagem a Bolsonaro no Congresso arrefeceu as ruas.




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