“Faziam política antes nos cargos de procurador e juiz, agora farão política no campo certo”, diz Gilmar sobre Dallagnol e Moro

“Faziam política antes nos cargos de procurador e juiz, agora farão política no campo certo”, diz Gilmar sobre Dallagnol e Moro

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou neste domingo (14.nov.2021) que o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol, ambos da Lava Jato, farão política “no campo certo”. As declarações foram feitas à emissora CNN Brasil, em Lisboa, onde o magistrado organiza o IX Fórum Jurídico de Lisboa.

Gilmar foi questionado sobre as possíveis candidaturas de Moro e Dallagnol nas eleições de 2022. Enquanto o ex-juiz da Lava Jato se filiou ao Podemos na 4ª feira passada (10.nov), o ex-coordenador da Lava Jato em Curitiba deixou o MPF (Ministério Público Federal) no último dia 4 de novembro para se dedicar à política.

“Na verdade, a política e os políticos devem comemorar a sinceridade porque se faziam política antes exercendo os cargos de procurador e juiz, agora o farão no campo certo, no campo da política, filiando-se a um partido político”, disse Gilmar Mendes.

O decano do STF afirmou que Dallagnol e Moro “certamente” deverão prestar contas do que fizeram durante a Lava Jato.

“É a demonstração de que já fizessem política antes, com outra camisa, e agora estarão no campo certo fazendo política a partir da vestimenta de um partido, com a camiseta de um partido”, afirmou Gilmar, que ironizou. “Boa sorte”.

Ao comentar sobre a decisão do STF que suspendeu a execução das chamadas emendas do relator, Gilmar afirmou esperar que haja mais transparência nos repasses.

No julgamento, o decano foi voto vencido, oferecendo um “meio-termo” ao sugerir a permissão para os pagamentos, desde que fossem feitos com mecanismos de transparência. A maioria dos ministros, porém, decidiu suspender integralmente os repasses.

“Certamente virão recursos e o tribunal vai ser chamado a esclarecer. Vai ter que haver um encaminhamento a essa questão, seja por parte do tribunal, seja por parte do governo. Esse diálogo institucional há de ser frutífero”, disse.

Créditos: Poder 360.




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