Embarques por reconhecimento facial começam em Congonhas

Embarques por reconhecimento facial começam em Congonhas

A Serpro, empresa de tecnologia do governo federal, desenvolveu a solução

O Aeroporto de Congonhas deu início ao uso de reconhecimento facial para os embarques. A fase de testes começou há duas semanas.

Incialmente, apenas as tripulações das aeronaves usam o reconhecimento facial biométrico. Ou seja: somente os pilotos e comissários realizam seus embarques por meio dele. A iniciativa faz parte do programa Embarque +Seguro — o Ministério da Infraestrutura é o autor da ideia.

A Serpro, empresa de tecnologia do governo federal, desenvolveu a solução. As estações para identificação surgiram por meio de uma parceria entre as empresas Digicon, Idemia e Azul/Pacer.

A implantação da Carteira de Habilitação Técnica (CHT) Digital, feita pela Agência Nacional de Aviação Civi (Anac), permitiu o teste. O experimento ainda será ampliado a outros aeroportos. O Santos Dumont, no Rio de Janeiro, por exemplo, está na lista para recebê-lo.

De acordo com o secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, os testes com passageiros ocorreram entre outubro de 2020 e setembro de 2021. Assim, agora começa uma “nova etapa”.

“Damos início agora a uma nova etapa, com os tripulantes”, disse Glanzmann. “Combinamos ao mesmo tempo duas tecnologias disruptivas: a carteira digital do tripulante, que é realidade em todo o país, e o reconhecimento facial biométrico do Embarque +Seguro.”

O reconhecimento facial é fundamental

O diretor-presidente da Anac, Juliano Noman, afirma que o avanço da implantação dessa tecnologia nos aeroportos mais movimentados do país é fundamental para o crescimento da aviação civil. Ela ainda tem potencial de colocar o setor aéreo brasileiro entre os mais avançados em tecnologia.

“Essa ação visa a facilitar e simplificar a vida de cada usuário do transporte aéreo, sejam eles passageiros sejam tripulantes”, explicou Noman. De acordo com a sua fala, o reconhecimento facial biométrico nos embarques “contribui também para aumentar o nível de segurança nos aeroportos e a confiabilidade na identificação”.

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