Para TCU, urna eletrônica é segura e voto impresso aumentaria risco de fraude

Para TCU, urna eletrônica é segura e voto impresso aumentaria risco de fraude

Ministros decidiram fazer algumas sugestões ao Tribunal Superior Eleitoral para o aprimoramento do processo

Na primeira etapa da auditoria realizada pelo órgão sobre o processo eleitoral brasileiro, o Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu nesta quarta-feira, 20, que o sistema eletrônico de votação utilizado no país é seguro e auditável. De acordo com o TCU, a adoção do voto “impresso” levaria a um modelo mais oneroso, mais lento e com risco maior de fraudes.

A auditoria vem sendo feita para a verificação de todas as etapas da votação. Os ministros do TCU decidiram fazer algumas sugestões ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a respeito de mecanismos de auditoria, transparência e segurança do processo eleitoral no país, assim como para fomentar uma maior participação popular na fiscalização pública.

Segundo o TCU, a auditoria vai continuar até que todas as dúvidas relacionadas ao processo de votação no Brasil sejam esclarecidas. Relator do processo, o ministro Bruno Dantas já havia votado em agosto favoravelmente ao sistema eletrônico. Na ocasião, um pedido de vista apresentado pelo ministro Jorge Oliveira adiou a conclusão da análise do TCU.

Em seu voto, Oliveira afirmou que não é contra o voto eletrônico, mas disse que é preciso esclarecer alguns pontos na segunda etapa da auditoria. “De fato, é uma evolução do Estado brasileiro, mas que tecnicamente requer um acompanhamento. Todas as preocupações com a segurança são válidas.”

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