Proibição quase total do aborto entra em vigor no Texas após inação da Suprema Corte dos EUA

Proibição quase total do aborto entra em vigor no Texas após inação da Suprema Corte dos EUA

O Texas promulgou nesta quarta-feira a mais rígida lei antiaborto dos Estados Unidos, depois que a Suprema Corte do país rejeitou avaliar um pedido de grupos de defesa do aborto para barrar a lei que proíbe o procedimento após seis semanas de gravidez.

A decisão do Texas, que é governado por um republicano, foi uma vitória para os conservadores, que há muito buscam eliminar o acesso ao aborto nos Estados Unidos.

Políticos democratas proeminentes, incluindo o presidente Joe Biden, expressaram indignação, dizendo que a lei do Texas viola o direito de acesso ao aborto estabelecido pela decisão histórica da Suprema Corte no caso Roe vs. Wade, em 1973.

“Meu governo … protegerá e defenderá esse direito”, disse Biden.

Ativistas de direitos ao aborto disseram que tal proibição não foi promulgada em nenhum Estado norte-americano desde aquela decisão histórica.

Os defensores de aborto do Texas trabalharam até quase meia-noite, quando a inação do tribunal de maioria conservadora permitiu que a lei fosse aplicada, enquanto os grupos de direitos ao aborto prosseguiam na contestação legal à sua constitucionalidade.

A lei equivale a uma proibição quase total dos procedimentos de aborto, uma vez que 85% a 90% dos abortos ocorrem após seis semanas de gravidez, e provavelmente forçaria o fechamento de muitas clínicas, disseram os grupos de direitos ao aborto.

A maioria dos norte-americanos acredita que o aborto deve ser legal nos Estados Unidos, de acordo com pesquisa Reuters/Ipsos. Cerca de 52% disseram que deve ser legal na maioria ou em todos os casos, com apenas 36% dizendo que deve ser ilegal na maioria ou em todos os casos.

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