Renan Calheiros e Humberto Costa querem sigilos bancários de Jornalismo independente “disseminadores de fake”

Renan Calheiros e Humberto Costa querem sigilos bancários de Jornalismo independente “disseminadores de fake”

Nem no regime militar se tentou calar a imprensa brasileira, mas depois dos governos de esquerda houve um movimento para tentar regular o jornalismo, principalmente o independente, a última “paquerada” com essa tentativa foi o pedido do Relator da CPI da Pandemia, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o senador Humberto Costa (PT-PE) que requisitaram um inédito pedido de quebra de sigilo bancário de um veículo de imprensa na comissão parlamentar do Senado que investiga ações e eventuais omissões do governo federal no controle da pandemia de coronavírus no Brasil.

Calheiros e Costa querem a quebra do sigilo bancário do grupo Jovem Pan (Rádio Panamericana S.A.), fundado em 1944 e controlador da Rede Jovem Pan, que possui mais de 100 emissoras próprias e afiliadas em todo o Brasil. O requerimento que pede a quebra de sigilo bancário da Jovem Pan é um entre os 135 a serem apreciados na 38.ª reunião da CPI, marcada para o dia 3 de agosto, na retomada dos trabalhos da comissão, que está em recesso.

Além da requisição de quebra de sigilo bancário da Jovem Pan, Calheiros e Costa também pedem a quebra do sigilo bancário dos responsáveis pelos sites de direita ou viés conservador Allan dos Santos (Terça Livre), Raul Nascimento dos Santos (Conexão Política), Paulo Enéas (Crítica Nacional), José Pinheiro Tolentino Filho (Jornal da Cidade), Tarsis de Sousa Gomes (Renova Mídia) e das produtoras LHT Higgs LTDA (Brasil Paralelo) e Farol Produções Artísticas (Senso Incomum), classificando todos como “grandes disseminadores das chamadas ‘fake news'”.

De acordo com o texto do requerimento protocolado na CPI nesta sexta (30), Calheiros e Costa, membros do Grupo de Trabalho de Desinformação da CPI, a quebra de sigilo bancário da Jovem Pan, se aprovada, deve apresentar dados de todas as contas de depósitos, de poupança, de investimento e outros bens, assim como direitos e valores mantidos em instituições financeiras pela empresa, além de uma análise comparativa entre os períodos anterior e posterior à pandemia até hoje. Deve, ainda, trazer dados de pessoas naturais e jurídicas a ela ligada.

Até agora não se sabe o que os parlamentares querem provar com a quebra de sigilos bancários tendo em vista que se há falsidade nas informações desses meios de comunicação elas são públicas e estão à disposição de consultas na Internet, um parlamentar consultado pela nossa redação disse que o pedido deve ser rejeitado pela própria comissão ou pela justiça se for provocada.

Com informações gazeta do povo

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