EXCLUSIVO: Deputado Filipe Barros fala com o Terra Brasil Notícias e esclarece tudo sobre o voto impresso auditável; VEJA VÍDEO

EXCLUSIVO: Deputado Filipe Barros fala com o Terra Brasil Notícias e esclarece tudo sobre o voto impresso auditável; VEJA VÍDEO

O relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do voto impresso auditável, deputado Filipe Barros (PSL-PR), conversou com exclusividade com a equipe do Terra Brasil Notícias. Em um bate-papo com o jornalista de advogado, Júnior Melo, Barros esclareceu dúvidas recorrentes sobre o modelo de votação que está em debate na Câmara. (Confira a entrevista completa no final da matéria)

De acordo com o parlamentar, que já apresentou parecer favorável ao andamento da implantação do voto auditável no Brasil, o modelo não é como citado pelos opositores, que afirmam ser o retorno da votação por cédula. De forma contrária, o projeto moderniza o sistema de votação, conforme dito pelo deputado, e é um resgate do direito do eleitor.

“Estamos devolvendo ao eleitor, o que foi tirado dele: o direito de fiscalizar se seu voto foi registrado corretamente. Na República velha, tínhamos a fraude do voto ‘no bico da pena’, que era quando os eleitores falavam ao mesário qual seu voto, sendo que não havia a possibilidade de quem vota saber se foi registrado corretamente”, contou.

No modelo auditável, o eleitor vota em uma urna eletrônica. No final, uma cédula física é impressa para confirmar se o voto foi computado corretamente. Caso os votos não confiram, a ação será anulada e o eleitor inicia o processo mais uma vez até concluir.

Segundo Barros, caso o problema venha a persistir, uma portaria do Tribunal Superior Eleitor diz que esse eleitor pode votar numa cédula de papel, para não atrapalhar o andamento da eleição.

Filipe Barros é bem claro quanto ao posicionamento do TSE de que o voto já é auditável atualmente. O deputado afirma que isto é uma “falácia” da entidade.

“O atual sistema não é auditável. É uma falácia dita pelo TSE. O que eles colocam como auditoria, são apenas protocolos de segurança”, disse.

No tocante à politicagem envolvida no processo de aprovação do projeto, Barros relembra o argumento mais utilizado na pandemia: “respeito à ciência”. Com isto, Filipe relembra que não há como a política falar mais alto nessa circunstância, pelo fato de ser um debate amplamente técnico. O parlamentar relembrou que opositores já tomaram partido pró-voto auditável.

“A discussão sobre as urnas é um debate técnico. É um debate científico, e na pandemia o que mais ouvimos falar foi em ‘ciência’. O TSE tem sido contra a ciência nesse quesito. O voto impresso na Câmara foi aprovado por quase unanimidade em todos os debates. O Congresso já chegou a derrubar o veto de Dilma, com vários deputados do PT, inclusive”.

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