Arma falha e policial civil é morto, sindicato faz críticas ao governo de SP

Arma falha e policial civil é morto, sindicato faz críticas ao governo de SP

Durante uma troca de tiros com um suspeito de feminicídio na Grande São Paulo, um policial civil foi morto após sua arma falhar na ocasião, na última segunda-feira (19). O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) diz que o caso pode ter sido resultado de má administração pública no estado. As informações são do portal R7.

O policial Alessandro Roberto de Medeiros, de 42 anos, e dois colegas investigavam a denúncia do desaparecimento de uma mulher, que não era vista há três dias, mas cujo carro se encontrava estacionado na frente da casa do namorado. A equipe foi até o imóvel, em um condomínio de alto padrão na região da Granja Viana, e encontraram o suspeito Ricardo Trindade armado, e o corpo de Patrícia Cristina de Lima Farfan Olivares, de 41 anos, morto com três tiros nas costas.

Ricardo não obedeceu a ordem para se entregar e tentou fugir pulando o muro. Houve confronto armado e dois policiais foram atingidos. Tanto Ricardo quanto Alessandro, cuja a arma falhou durante a operação, não resistiram e morreram o local. O outro agente ferido, Vagner de Lima, de 45 anos, está internado no Hospital Regional de Cotia, mas não corre riscos de morrer.

O Sindpesp emitiu uma nota afirmando que denuncia há anos “sucateamento da Polícia Civil de São Paulo e cobra, reiteradamente, a aquisição de novos equipamentos, incluindo armamento, para a instituição”. A entidade relata que a quebra de viaturas em meio a operações de buscas e falhas no armamento são recorrentes.

– Lamentavelmente, desta vez o descaso da administração com a Polícia Civil pode ter resultado na morte de um policial. Em setembro do ano passado, chegou-se ao limite da administração ofertar revólveres usados, modelo de mais de 30 anos, aos novos policiais saídos da Academia da Polícia Civil, situação que foi amplamente denunciada pelo Sindpesp – diz a nota.

Em resposta, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou investir “continuamente na modernização de armas e equipamentos para as forças de segurança paulista, a fim de garantir aos policiais melhores condições no combate à criminalidade e ampliar a percepção de segurança da população de São Paulo”.

De acordo com o órgão, o governo atual forneceu à Polícia Civil 4.500 armas, que incluem pistolas semiautomáticas calibre .40, da empresa austríaca Glock, e carabinas calibre 5,6,mm. A entidade afirma que prepara a compra de mais 10 mil pistolas 9mm.

O caso é investigado pelo inquérito policial instaurado pelo 2º DP de Cotia. As armas usadas na operação foram apreendidas e passam por perícia.

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