Dezesseis pessoas serão investigadas por tomar três vacinas diferentes

Dezesseis pessoas serão investigadas por tomar três vacinas diferentes

Pelo menos 16 pessoas vão ser investigadas por terem tomado três doses de vacina contra o novo coronavírus (Covid-19). O esquema, que vai ser apurado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, foi descoberto pela Secretaria da Saúde do município do Rio de Janeiro (MPRJ). As informações são do G1.

De acordo com a secretaria, eles foram identificados porque é feito um cadastro de quem recebe o imunizante e a repetição de CPFs alertou os profissionais para o problema.

Essa pessoas, supostamente, receberam uma primeira dose de uma vacina e voltaram na repescagem para tomar um imunizante de outra marca. Depois disso, ainda voltavam para tomar a segunda dose. 

Durante a apresentação do 25º Boletim Epidemiológico da Covid, nessa sexta-feira (25), o prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou que espera que seja baixo o número de moradores que estiverem praticando o esquema.

“Eu quero crer que seja um número muito pequeno, mínimo de pessoas que estejam tentando fazer isso. Vão responder pelos seu atos posteriormente”.

Agora, a identificação dessas pessoas vai ser entregue ao Ministério Público estadual. Ao G1, promotores alertaram que a “revacinação” configura fraude, além de dano moral coletivo.

De acordo com o Ministério Público, também existe uma preocupação sanitária, já que os efeitos para a saúde, deste cruzamento de vacinas diferentes, são desconhecidos.

O entendimento é que a conduta compromete o plano municipal de vacinação, uma vez que indivíduos já vacinados podem estar desviando doses, que deveriam ser direcionadas ao restante da população.

“Procurar aquela vacina da sua preferência é um equívoco. Todas são seguras e eficazes. Por isso é fundamental que tomemos tomar a vacina que está disponível no posto naquele momento”, disse o infectologista Roberto Medronho ao G1.

Para evitar casos de “revacinação, o MPRJ já expediu uma recomendação que:

  • Solicita a verificação prévia por meio de checagem no aplicativo “Conecte SUS” ou no Sistema do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), se o candidato à vacinação já não possui registro com um determinado imunizante;
  • As pessoas sejam advertidas sobre e a impossibilidade de “revacinação” e da responsabilização criminal e cível nesta hipótese;
  • Pede que seja criada ou acrescentada, nos registros manuais de vacinação, uma aba específica quanto à impossibilidade de ‘revacinação’, para comprovar a ciência de tal advertência por parte do indivíduo;
  • Pede a criação de uma campanha específica, com divulgação ampla nos meios de comunicação sobre os riscos à saúde da ‘revacinação’ e cruzamento de doses de vacinas de laboratórios diferentes.

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