Militantes dizem que há machismo na lua e criticam número de crateras com nomes de mulheres

Militantes dizem que há machismo na lua e criticam número de crateras com nomes de mulheres

A superfície da Lua é marcada por crateras, relíquias de impactos violentos no passado cósmico. Algumas das maiores são visíveis a olho nu, e um telescópio amador pode mostrar centenas delas. Um observatório astronômico pode tornar visíveis milhões de crateras. Militantes tem dito que há “machismo” até na lua e questionaram o número de crateras com nomes femininos.

Bettina Forget, artista e pesquisadora da Universidade Concordia, em Montreal, tem desenhado as crateras lunares há anos. Como também é uma astrônoma amadora, seus desenhos combinam seus dois interesses na arte e na ciência.

As crateras da Lua são batizadas, por convenção, com os nomes de cientistas, engenheiros e exploradores do espaço. Algumas têm nomes muito familiares, como Newton, Copérnico e Einstein, mas outras não. E foi observando e desenhando crateras que Forget questionou: quem são essas pessoas? Quantas são mulheres?

Forget recorreu aos arquivos da União Astronômica Internacional, organização incubida de nomear as crateras da Lua e outras características dos corpos celestes no Sistema Solar. Ela decidiu procurar as crateras com nomes de mulheres.

“Não havia quase nada”, diz Forget.

Das 1.578 crateras lunares que tinham recebido um nome, apenas 32 homenageavam mulheres (uma 33ª foi escolhida em fevereiro).

“Eu não esperava 50%, não sou tão otimista. Mas só 2%? Fiquei muito chocada”, diz Forget, para quem ter tão poucas crateras lunares com nomes de mulheres é uma afirmação forte. Isso cria um ambiente em que se pensa que as mulheres não deram sua contribuição.

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