Flordelis: “Se concorrer, vou ter mais votos em 2022 do que em 2018”

Flordelis: “Se concorrer, vou ter mais votos em 2022 do que em 2018”

Ao Metrópoles, Flordelis, hoje uma das rés pelo assassinato do pastor, apontada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como mandante do crime, voltou a afirmar que não foi a responsável pela morte do marido, disse não acreditar que terá seu mandato cassado e chegou a prever que, caso entre na disputa para a reeleição em 2022, terá “ainda mais votos do que em 2018”.

“Eu acredito nas pessoas. E eu acredito que eu vou ganhar sim [nas eleições de 2022], e com muitos mais votos do que tive antes. Pois existem muitas pessoas que não são conduzidas pela mídia. Quem me fez deputada federal foi Deus, e quem está me dando forças para continuar é Deus. E eu serei eleita. Estão tentando que eu não venha [candidata], porque, se eu vier, terei muitos mais votos do que tive”, garante.

Em entrevista ao jornalista Tácio Lorran, Flordelis abriu o coração e, com a voz embargada, afirmou que, mesmo afastada do Partido Social Democrático (PSD), recebe apoio dos colegas de sigla. A parlamentar disse não acreditar na cassação de seu mandato e garante que entende o motivo de ter sido afastada da legenda:

“O PSD não está esperando minha condenação, o PSD está acompanhando os fatos. E eu só fui afastada pois estávamos em um ano político e, infelizmente, a minha história estava prejudicando outros candidatos do meu partido. Mas eu nunca perdi o apoio do meu partido, isso é uma mentira. O meu líder, André de Paula, sempre foi meu amigo, quando voltei ao parlamento fui abraçada pelos meus amigos do PSD. Houve apenas um afastamento. E se eu vier, não sei se será pelo PSD, mas entendo, posso não aceitar, mas entendo o meu afastamento”.

Flordelis, que faz uso de tornozeleira eletrônica e está proibida de sair de casa entre as 23h e as 6h por ordem da Justiça, não pode ser presa por conta de sua imunidade parlamentar – somente flagrantes de crimes inafiançáveis são passíveis de prisão para políticos com mandato. Entretanto, seis filhos e uma neta do casal estão presos: Adriano, André, Carlos, Marzy, Simone, Flávio e Lucas.

A parlamentar afirmou que Simone e Marzy tinham motivações para matar Anderson do Carmo, já que ela acredita nas acusações de que o pastor abusava sexualmente de ambas. Em um trecho forte da entrevista, Flordelis revelou que o pastor ejaculou em Simone enquanto ela estava debilitada pelo tratamento de um câncer.

A parlamentar ainda revelou que uma neta afirmou que não consegue ter contato com outro homem devido aos abusos cometidos pelo avô, pois sente o “cheiro dele”.

“Está sendo muito duro saber dessas coisas, porque, depois de Deus, ele [Anderson do Carmo] é a pessoa que eu mais amei nessa vida. A pessoa que mais confiei na minha vida, entreguei minha vida nas mãos dele, por amor. Saber disso [dos abusos] colocou nos meus ombros uma culpa que vou carregar para o resto da vida, por não ter enxergado essas coisas que aconteciam dentro da minha própria casa. Eu fiquei sabendo apenas nas audiências. Minha filha confessou, e eu busquei saber algumas verdades, porque no início achei que ela fazia isso para me proteger, para me tirar dessa situação, mas infelizmente não foi isso aconteceu, e não foi só com ela”, alega.

Testemunhas do assassinato

Quanto à testemunha Regiane Rabelo, que depôs contra Flordelis e garantiu que ela chamava a filha de 14 anos de “lixo”, o que teria causado a automutilação da menina, a parlamentar afirmou que pretende processar Regiane pelas “mentiras” que ela inventou de sua família. Flordelis negou que tenha xingado a filha e disse que espera por provas da bomba caseira jogada na casa da testemunha, assim como alegou em depoimento à polícia.

“Pretendo [processar] sim. Eu quero saber da bomba que ela diz que foi jogada na casa dela. Cadê as provas, que até agora não foram apresentadas? Cadê o buraco da bomba? Foi para matar? Para destruir? Por causa dessa mentira eu carrego uma tornozeleira eletrônica até hoje. A minha perna esquerda está marcada até hoje, sinto dor na perna esquerda, tenho que tomar remédio. Vou carregar a marca para o resto da minha vida por causa de uma mentira que ela criou”, disse a deputada, aos prantos.

Emocionada, a cantora também afirmou que só será feliz novamente quando “a justiça for feita”, e voltou a afirmar que não foi responsável pela morte do marido. Flordelis fez questão de falar dos momentos bons que viveu ao lado de Anderson, e garantiu que ele a tratava com amor, carinho e admiração, e a “blindava” de uma série de coisas ruins. “Meu marido era um homem que eu amava e admirava, era uma pessoa que me tratava muito bem. Me protegia, me blindava, me tratava como uma joia rara”, relata.

METRÓPOLES

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