Caos: Filas por alimentos dificultam combate à pandemia em Cuba

Caos: Filas por alimentos dificultam combate à pandemia em Cuba

Cuba confirmou, nesta sexta-feira, 1.017 novos casos de coronavírus e voltou a ultrapassar a marca de 1 mil infecções, após dois dias consecutivos de ligeira redução no contágio.

A escassez resultante da crise econômica está forçando as pessoas a saírem às ruas e ficarem em longas filas para comprar alimentos e outros bens básicos, o que dificulta o combate à pandemia no país.

Cuba acumula, desde março do ano passado, 84.532 notificações de infecção e 448 mortes por Covid-19, cinco delas nas últimas 24 horas, segundo o Ministério de Saúde Pública.

Quanto aos novos casos da doença, detectados após o processamento de 21.180 testes, 1.009 são autóctones e oito são estrangeiros. Há 5.112 contágios ativos na ilha, com 32 pessoas em estado crítico e 34 em estado grave, além de 3.483 com suspeita conforme os sintomas, o que os mantêm em observação.

Cuba passa atualmente pela terceira onda de contágio da Covid, atribuída ao efeito da reabertura de aeroportos. A limitação das horas noturnas de transporte público, o fechamento de escolas, bares, restaurantes e praias, a redução dos voos e o isolamento obrigatório nos centros estaduais para contatos positivos, além de outras medidas em vigor, ainda não conseguiram conter a transmissão do SARS-CoV-2.

O governo cubano anunciou há dois dias que em breve entrarão em vigor regras de contenção mais rigorosas, sobretudo em Havana, um território que concentra metade ou mais das novas infecções a cada dia.

A capital diagnosticou hoje 484 novas infecções e uma taxa de transmissão de 347 casos por 100 mil habitantes, a mais alta do país.

Nessa região, que tem 2,2 milhões de pessoas, vigora um toque de recolher noturno, e escolas, restaurantes, bares e praias estão fechados, entre outras medidas restritivas. As aglomerações em filas, porém, impedem o isolamento social.

*EFE

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