Restrições do governo Doria na pandemia geram prejuízo de R$ 2,6 bilhões para sistema de transporte de SP

Restrições do governo Doria na pandemia geram prejuízo de R$ 2,6 bilhões para sistema de transporte de SP

Na semana em que o primeiro caso confirmado do novo coronavírus completará um ano na sexta-feira (26), o número de passageiros que utilizam diariamente os ônibus na capital paulista e o sistema metropolitano de Transporte, formado por metrô, trens e coletivos intermunicipais, ainda está muito abaixo do registrado antes da pandemia. As restrições impostas pelo governador de São Paulo, João Doria, são grandes responsáveis pela queda.

Manter ônibus, metrô e trens operando com poucos passageiros, e até quase vazios, dependendo do horário, tem forte impacto nas contas públicas tanto da prefeitura quanto do governo do estado. Só em 2020, o prejuízo foi de R$ 2,6 bilhões. Para este ano, o governo do estado já prevê R$ 750 milhões para cobrir o valor que deverá deixar de ser arrecadado com a tarifa no sistema metropolitano.

De acordo com a SPTrans, empresa municipal que gerencia o transporte na cidade de São Paulo, atualmente, em dias úteis, a demanda no sistema representa 61% daquela verificada antes do início da pandemia da Covid-19. Na prática, de lá para cá, a quantidade de pessoas transportadas, por dia útil, caiu de cerca de 3,3 milhões para aproximadamente 2 milhões.

Já nos trens do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e nos ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), a demanda atual, na média das três empresas, representa 47% do que era antes do início da pandemia.

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