Em julgamento mais longo da história do Ceará, acusado de matar mulher e filha de 8 meses é condenado a 82 anos de prisão

Em julgamento mais longo da história do Ceará, acusado de matar mulher e filha de 8 meses é condenado a 82 anos de prisão

Após cerca de 30 horas de julgamento, o mais longo da Justiça cearense, o empresário Marcelo Barberena foi condenado a 82 anos de prisão . A sentença foi proferida na noite desta terça-feira (1º) em sessão no Plenário 25 de Março, na Câmara Municipal de Paracuru, no Ceará. Ele é acusado de matar a mulher e a filha de oito meses em uma casa de veraneio no mesmo município, em 2015.

A juíza Bruna dos Santos Costa Rodrigues determinou ainda que o réu seja preso imediatamente, de forma provisória, enquanto ainda cabe recurso. Ou seja, Marcelo Barberena pode recorrer da sentença, porém, já deve cumpri-la em regime fechado.

Os advogados de acusação, Holanda Segundo e Leandro Vasques, comentaram a decisão. “Nós nos sentimos com o sentimento de dever cumprido. O veredito condenatório foi importante. Acreditamos que esse decreto condenatório, principalmente a prisão, não traz Jade e Adriana de volta da prisão perpétua da prisão onde Marcelo as enviou, mas certamente traz um alívio. E de onde elas estão devem estar se sentindo justiçadas com essa condenação merecida”, declarou Vasques.

Nestor Santiago, advogado de defesa do empresário, queixou-se da decisão. “A defesa lamenta profundamente não só a decisão da maioria dos jurados, bem como a pena exagerada que foi aplicada ao Sr. Marcelo Barberena Moraes. As medidas judiciais já estão sendo tomadas em favor dele”, informou Santiago.

O advogado de acusação Leandro Vasques comemorou o resultado da sentença em nome da família das vítimas. “A tão almejada justiça foi alcançada com o soberano veredicto condenatório do Conselho de Sentença de Paracuru que não hesitou em acolher todas as teses acusatórias. Nós que representamos a família enlutada de Adriana e Jade celebramos com eles esse resultado que não as traz de volta do infeliz destino para onde Marcelo Barberena as enviou prematuramente, mas sua condenação simboliza um mínimo de alívio à perpétua dor que consome essa distinta família”, disse.

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