“Pastor morreria por atrapalhar obra de Deus”, dizia Flordelis

“Pastor morreria por atrapalhar obra de Deus”, dizia Flordelis

Luana Pimenta, nora da deputada federal Flordelis, afirmou durante a audiência realizada nesta sexta-feira (27) no Fórum de Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que a parlamentar planejou pelo menos duas vezes a morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, assassinado em junho do ano passado.

A esposa do vereador Wagner Pimenta, conhecido como Misael, afirmou que, em uma conversa entre 2017 e 2018, Flordelis costumava dizer que recebia mensagens divinas de que “o pastor ia morrer porque estava atrapalhando a obra de Deus”.

– Um dia, eu e uns filhos fomos a um cinema na Barra. O Carlos (um dos filhos) disse: ‘não toma nada que a Flor der para o Niel (apelido de Anderson). A Cris (outra filha) tomou um suco de laranja e ficou cinco dias internada’. Vi várias vezes ela colocando pozinho no suco do pastor. No último ano de vida, ele passava muito mal. Fazia reuniões com uma lixeira em cima da mesa para poder vomitar. Ela dizia que era para a ansiedade, fazia isso porque ele não queria tomar – disse Luana.

Ao ouvir o depoimento da nora, Flordelis permanecia olhando para baixo, discordando com a cabeça das versões de Luana. Simone, filha da deputada e uma das acusadas, também fazia sinais de discordância.

Em seu depoimento, Luana também afirmou que o choro de Flordelis no dia da morte de Anderson não foi “de verdade”. Segundo ela, ao dar assistência para a sogra no hospital, ela percebeu que a parlamentar estaria fingindo.

– No hospital, ficamos atordoados. Eu fui dar assistência a Flor e vi que ela não estava chorando de verdade. Eu conheço quando ela está. Ela dizia: ‘diz para mim que meu marido está vivo’. Os choros no enterro foram todos de mentira. Se choraram, foi de remorso – declarou.

A nora da deputada também reafirmou à juíza a versão de que Flordelis ordenou que o celular de Anderson do Carmo fosse quebrado e lançado ao mar. Segundo ela, durante um encontro na casa, após o assassinato, Flordelis, desconfiada das escutas colocadas pela investigação na residência, escreveu em um papel para os filhos: ‘ainda bem que nós quebramos o celular do Niel e jogamos no mar’.

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