Maradona: após ‘falência’, ex-jogador usou sua imagem para construir fortuna

Maradona: após ‘falência’, ex-jogador usou sua imagem para construir fortuna

O ano de 2020 realmente não está para brincadeiras. O mundo recebeu, nesta quarta-feira (25), a notícia da morte de Diego Armando Maradona, um dos maiores nomes da história do futebol masculino.

Ele disputa com Pelé o posto de melhor jogador de futebol da história em discussões que, com certeza, nunca terão fim. Além da genialidade e de ter levado a seleção argentina nas costas no título mundial de 1986, a vida de El Pibe de Oro foi marcada por muitos altos e baixos. Sua relação com o dinheiro não foi diferente.

O ex-jogador teve uma vida financeira complicada. Ele, claro, ganhou muito dinheiro depois de conquistar 12 títulos e vários troféus individuais, mas foi depois do fim da carreira de atleta que ele conseguiu ganhar muito dinheiro usando sua imagem. 

Isso foi depois de 2005, quando ele afirmou ter ficado “sem um peso” e culpou seu ex-representante, Guillermo Coppola. 

Anos depois, a justiça italiana cobrou R$ 95 milhões de impostos não pagos na época em que Maradona defendeu o Napoli. Alguns de seus bens, como brincos e relógios chegaram a ser confiscados durante suas visitas ao país para tentar negociar a dívida. 

Não é segredo que o camisa 10 teve problema com drogas. Ele admitiu ser viciado em cocaína, o que certamente atrapalhou a administração de suas finanças. 

Fortuna

O tamanho da fortuna do argentino é desconhecido. Na época em que competia profissionalmente (ele atingiu seu auge na década de 1980), os contratos não eram tão gordos quanto os de hoje. 

O que o ex-jogador acumulou é fruto dos negócios que fez depois de se aposentar dos gramados. 

As aventuras do argentino como técnico de futebol lhe renderam um bom dinheiro. Nos Emirados Árabes, ele comandou o Al-Wasl entre 2011 e 2012. Lá, ganhou um Rolls-Royce Ghost, avaliado em pelo menos R$ 4 milhões e uma BMW i8, esportivo que vale pelo menos R$ 780 mil. 

Em outro time dos Emirados Árabes, o Al-Fujairah, ele recebia cerca de R$ 1 milhão por mês e com todas as despesas pagas. Entre elas, o aluguel de uma mansão na praia. 

Ele ainda fazia questão de não ir a lugar algum sem receber cachê. Na Copa do Mundo de 2018, comentava os jogos em uma rede de televisão por e recebeu US$ 1,5 milhão por isso. Na Copa do Mundo do Brasil e na Copa América do Chile, ele recebeu US$ 3 milhões para entrar na TV. 

Na sua carreira de técnico, Maradona ainda ganhou um anel de brilhantes avaliado em quase R$ 1,4 milhão de reais.

Até o momento de sua morte, Diego Maradona era técnico do Gimnasia y Esgrima. Ele tinha contrato até o fim de 2021.

Entre suas fontes de receita, o craque ainda contava com um contrato com a fornecedora de materiais esportivos Puma. Pelé também teve contrato com a empresa. 

E a herança?

A herança de Maradona virou uma novela em novembro do ano passado, quando uma de suas filhas reclamou de seu vício em drogas e ele disse que não deixaria nada para seus cinco filhos. 

“Eu sei que agora, quando a gente vai envelhecendo, (os filhos) se preocupam mais com o que você deixa do que com o que você está fazendo”, disse o craque em uma live no Instagram dias depois que uma de suas filhas expôs seus problemas com drogas nas redes sociais. 

Na ocasião, ele prometeu doar todas as riquezas que acumulou durante a carreira. 

Transferências 

Maradona começou sua carreira no Argentinos Juniors. De lá, foi para o Boca Juniors por US$ 10 milhões em 1981, segundo o portal de transferências Transfer Markt, valor bem baixo se comparado com as transferências entre os clubes hoje em dia. 

Mas olhar para o montante pago pelos grandes craques na época dá uma ideia do tamanho do negócio: em 1973, o Barcelona pagou US$ 500 mil para contratar Joahn Cruyff e o River Plate desembolsou US$ 4 milhões por Mario Alberto Kempes.

Um ano depois, o Boca Juniors viu que seu investimento valeu a pena: o Barcelona pagou US$ 20 milhões para contratar Diego Maradona. 

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